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Eleitoral

Ministro do TSE barra anúncios pagos da campanha de Lula sobre a escala 6x1 e manda a Meta informar os valores desembolsados

André Mendonça entendeu que as peças, veiculadas entre 12 e 14 de setembro, se dirigiam predominantemente à desqualificação do adversário, e vedou novas contratações de veiculação.

Agência Brasil · decisão monocrática do TSE · publicado em 11/10/2026 ·edição de 12/10
Ministro do TSE barra anúncios pagos da campanha de Lula sobre a escala 6x1 e manda a Meta informar os valores desembolsadosFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil (sede do TSE, imagem de arquivo)

Resumo

A decisão atendeu pedido da campanha de Flávio Bolsonaro e vedou novas contratações de veiculação dos anúncios, já exibidos entre 12 e 14 de setembro. A Meta foi notificada para desativar definitivamente as peças e informar os valores efetivamente pagos, com a decisão citando ao menos dois pagamentos, de R$ 10,4 mil e de R$ 15,4 mil.

Contexto

A legislação eleitoral admite anúncio pago em plataformas, dentro de limites e com identificação. A controvérsia aqui não é a modalidade, e sim o conteúdo: a atribuição ao adversário de posição contrária ao fim da escala de trabalho 6x1.

Argumentos

  • Campanha autora: a peça atribui ao adversário posição que ele não defende, com finalidade de desqualificação.
  • Decisão: anúncio pago é lícito, mas não pode servir de veículo de propaganda negativa.
  • Dever da plataforma: desativar as peças e informar os valores efetivamente pagos.

Fundamento

Para o ministro, os anúncios foram empregados como propaganda negativa, vedada pela legislação eleitoral, e a mensagem é predominantemente direcionada à desqualificação do representante. A reportagem não identifica os dispositivos legais invocados.

Consequência prática

A campanha não pode contratar novas veiculações das peças, e a plataforma passa a ter dever de informação sobre o gasto, o que alimenta a fiscalização de limites de despesa e de prestação de contas.

Por que importa

O pedido de informação sobre valores pagos é o ponto de maior alcance: ele transforma a plataforma em fonte de prova sobre gasto eleitoral, com reflexo em prestação de contas e, no limite, na apuração de abuso de poder econômico.

Próximos passos

  • Cabe agravo interno ao Plenário do TSE.
  • A resposta da Meta sobre os valores pode subsidiar a análise de limites de gasto na prestação de contas.

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