Vara de violência doméstica de Juazeiro leva atendimento e atividades de sensibilização a unidade de saúde
O mutirão aproxima o juízo especializado da rede de saúde, ponto de entrada frequente das vítimas que ainda não registraram ocorrência
Reprodução CNJResumo
A vara especializada em violência doméstica de Juazeiro levou serviços e atividades de sensibilização a uma unidade de saúde do município, em ação de acolhimento voltada a vítimas e a profissionais da rede.
Contexto
A unidade de saúde é, com frequência, o primeiro ponto de contato da vítima com o poder público, antes de qualquer registro policial. Levar o juízo especializado até ali encurta o caminho entre o atendimento e a medida protetiva.
Argumentos
- A aproximação com a rede de saúde alcança vítimas que ainda não procuraram a delegacia.
- A sensibilização de profissionais de saúde amplia a notificação compulsória de casos de violência.
Fundamento
A articulação entre saúde e Justiça está prevista na Lei Maria da Penha, que estrutura a rede de atendimento como política integrada, e não como sequência de atos isolados.
Consequência prática
Ações desse tipo tendem a antecipar o pedido de medida protetiva de urgência, cujo prazo de apreciação é de quarenta e oito horas.
Por que importa
Registro institucional relevante para quem atua na área: o encaminhamento a partir da rede de saúde é via legítima de acesso à medida protetiva, e a documentação médica produzida nesse contato costuma ser prova útil do histórico de agressão.
Próximos passos
- Continuidade dos mutirões de acolhimento pelo juízo especializado.