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Segurança pública

TSE aciona a Polícia Federal e notifica o Ministério Público após cerca de 30 mil publicações com ameaças a servidores da Justiça Eleitoral

As ameaças alcançaram familiares e vieram acompanhadas de exposição de dados pessoais. O presidente do tribunal determinou segurança e apoio psicológico aos servidores.

Agência Brasil · Tribunal Superior Eleitoral · publicado em 09/10/2026 ·edição de 10/10
TSE aciona a Polícia Federal e notifica o Ministério Público após cerca de 30 mil publicações com ameaças a servidores da Justiça EleitoralFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Resumo

O Tribunal Superior Eleitoral acionou a Polícia Federal depois de identificar ameaças dirigidas a servidores da Justiça Eleitoral nas redes sociais, que também alcançaram familiares. O tribunal notificou o Ministério Público, comunicou às plataformas a circulação das publicações irregulares e, por determinação do presidente, ministro Kassio Nunes Marques, providenciou segurança e apoio psicológico aos servidores e às suas famílias. Até a tarde de quinta-feira havia cerca de 30 mil publicações contra servidores.

Contexto

O episódio ocorre em período eleitoral e na mesma semana em que o ministro Flávio Dino divulgou relatório de segurança do Supremo com milhares de mensagens de ameaça e de agressão, e em que a Presidência do STF encaminhou avaliação técnica de segurança à Polícia Federal. O alvo, aqui, não é a autoridade julgadora, e sim o corpo de servidores que opera a eleição.

Argumentos

  • Institucional: ameaça a servidor em razão da função exige resposta penal e medida de proteção imediata.
  • Defensivo: em casos de postagem em massa, a imputação precisa individualizar conduta, e repercussão não equivale a ameaça típica.
  • Processual: a competência depende de o ato atingir o exercício de função ligada à União.

Fundamento

A comunicação ao Ministério Público é o passo que permite a formação de opinião sobre a persecução penal, e o acionamento da Polícia Federal viabiliza a investigação. A exposição de dados pessoais somada a ameaça a servidor em razão da função abre discussão sobre a tipificação e sobre a competência, que pode ser federal quando o ato atinge o exercício de função ligada à União.

Consequência prática

Sem inquérito formalizado e sem capitulação divulgada, o que existe é comunicação institucional e medida de proteção. Os próximos passos dependem do Ministério Público e das respostas das plataformas, que foram comunicadas, não judicialmente intimadas, segundo a nota.

Por que importa

A defesa criminal passa a lidar com um volume grande de investigados em casos de ameaça em rede, com prova digital, autoria distribuída e questão de competência. Para o criminalista, os pontos sensíveis são a individualização de conduta em meio a milhares de publicações, a distinção entre crítica dura, desinformação e ameaça típica, e a cadeia de custódia da prova obtida junto às plataformas.

Próximos passos

  • Verificar a instauração de inquérito pela Polícia Federal e a capitulação adotada.
  • Acompanhar a manifestação do Ministério Público após a notificação.
  • Conferir se houve ordem judicial às plataformas, além da comunicação administrativa.

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