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STF ★★★★★ ADI 7.493, entre outras

STF começa a julgar os limites das emendas parlamentares impositivas nos estados e ouve sustentações orais sobre percentuais e prazos de liberação

Estão em discussão normas da Paraíba, de Rondônia e de Mato Grosso, e o princípio da simetria define quanto do modelo federal os estados precisam reproduzir

ConJur · sessão plenária do STF de 26/08/2026 · sessão de 26/08/2026 · publicado em 26/08 às 22h14 ·edição de 27/08
STF começa a julgar os limites das emendas parlamentares impositivas nos estados e ouve sustentações orais sobre percentuais e prazos de liberaçãoFoto: Antonio Augusto/STF

Resumo

O Supremo Tribunal Federal começou a julgar um conjunto de ações que pode definir até onde os estados podem ampliar o poder dos Legislativos sobre a elaboração e a execução do orçamento por meio das emendas parlamentares impositivas. Na sessão de 26 de agosto foram ouvidas as sustentações orais. Os processos envolvem normas da Paraíba, de Rondônia e de Mato Grosso.

Contexto

Estão em discussão os percentuais da receita que podem ser destinados às emendas individuais, a possibilidade de execução obrigatória de emendas de bancada e de comissão e a criação, pelas Assembleias Legislativas, de prazos para que os governos liberem os recursos. No centro está o princípio da simetria: o tribunal deverá estabelecer em que medida os estados precisam reproduzir as regras federais sobre processo orçamentário.

Argumentos

  • Para a Procuradoria-Geral de Mato Grosso, a sistemática federal de emendas não deve ser transportada sem adaptação para o plano estadual.
  • O princípio da simetria é o eixo do julgamento e definirá o espaço de autonomia dos estados na matéria.

Fundamento

Na ADI 7.493, relatada pelo ministro Dias Toffoli, o governo de Mato Grosso questiona a elevação para 2% da receita corrente líquida do limite reservado às emendas obrigatórias. O processo chegou ao Plenário presencial após pedido de destaque do ministro Edson Fachin. Nas sustentações, a Procuradoria-Geral de Mato Grosso defendeu limites às emendas estaduais e sustentou que a sistemática adotada pela União não deve ser simplesmente transportada para os estados.

Consequência prática

Também está em jogo a preservação das competências do Executivo para planejar e executar o orçamento. O resultado alcança todos os estados que replicaram o modelo federal.

Por que importa

Emenda parlamentar é a origem de boa parte das investigações por desvio de recursos públicos que chegam à Justiça criminal. As regras de indicação, de execução obrigatória e de rastreabilidade definem o que é possível apurar depois, e por isso o desenho constitucional do instrumento importa à advocacia criminal.

Próximos passos

  • Início da colheita dos votos, ainda sem data anunciada.
  • Definição de eventual modulação de efeitos, se houver declaração de inconstitucionalidade.