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Execução penal

Programa de trabalho no sistema prisional chega ao Mato Grosso do Sul

O Emprega Lab, do CNJ, passa a operar em mais um estado. O programa liga oferta de vagas a pessoas presas e egressas, e alimenta o cálculo de remição pelo trabalho.

CNJ · publicado em 28/08/2026 ·edição de 31/08
Programa de trabalho no sistema prisional chega ao Mato Grosso do SulReprodução CNJ

Resumo

O programa Emprega Lab, do Conselho Nacional de Justiça, passou a operar no Mato Grosso do Sul, ampliando a rede de intermediação de vagas de trabalho para pessoas presas e egressas do sistema prisional.

Contexto

Na semana anterior o programa havia chegado a Roraima, levando a iniciativa a cerca de um terço das unidades da federação. A política se insere no plano Pena Justa, desdobramento da ADPF 347.

Fundamento

Trabalho no cumprimento de pena tem efeito jurídico direto: o artigo 126 da Lei de Execução Penal prevê remição de um dia de pena a cada três dias de trabalho, o que faz da oferta de vagas uma questão de liberdade, não apenas de assistência.

Consequência prática

A ampliação do programa aumenta a base de vagas formalizadas, que é o que permite o registro e a posterior homologação da remição pelo juízo da execução.

Por que importa

Para a defesa em execução penal, vaga formalizada é prova documental de trabalho. Onde a intermediação é informal, a remição costuma se perder por falta de registro.

Próximos passos

  • Acompanhar a adesão dos demais estados e o registro das vagas no sistema da unidade.

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