Policial militar suspeito de matar a esposa em Embu das Artes continua preso após audiência de custódia
Vinícius Costa Silva teve a prisão mantida pela Justiça de São Paulo um dia depois de a esposa, Larissa Cruz Morata, ser encontrada morta a tiros dentro de casa.
Reprodução Agência BrasilResumo
O policial militar Vinícius Costa Silva, suspeito de matar a tiros a própria esposa, a radiologista Larissa Cruz Morata, de 29 anos, passou por audiência de custódia nesta segunda-feira (8/9) e teve a prisão preventiva mantida pela Justiça de São Paulo.
Contexto
Larissa foi encontrada morta no banheiro da casa onde o casal morava, em Embu das Artes, na Grande São Paulo, no domingo (6/9), com um tiro na cabeça. O casal tinha um filho de 2 anos. Silva alega ter encontrado a esposa caída no banheiro e afirma que ela teria cometido suicídio depois de ele comunicar que queria terminar o relacionamento.
Argumentos
- SSP-SP: a dinâmica dos fatos e os elementos da cena apontam indícios de crime.
- Suspeito: versão de suicídio da vítima após comunicação de fim do relacionamento.
Fundamento
Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, a prisão foi decretada porque as investigações apontam indícios de crime a partir da dinâmica dos fatos e dos elementos encontrados na cena. O caso segue registrado como morte suspeita, sem indiciamento formal divulgado até esta edição.
Consequência prática
Silva permanece preso no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo, enquanto prossegue a investigação sobre a morte de Larissa.
Por que importa
O caso deve testar, ao longo da investigação, a diferença entre a versão de suicídio apresentada pelo suspeito e os indícios materiais que embasaram a prisão, além de discutir se há elementos para o reconhecimento de feminicídio, o que altera a capitulação e a pena.
Próximos passos
- Conclusão do inquérito policial e eventual indiciamento.
- Definição, pelo Ministério Público, sobre eventual capitulação como feminicídio.