PGR pede ao STF a suspensão da decisão de Mendonça que afastou o diretor-geral e o diretor de Inteligência da PF
Em parecer de 13 de outubro, Paulo Gonet sustenta que não há demonstração de atos dos dirigentes e que o pedido do partido autor seria ilegítimo
Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilResumo
O procurador-geral, Paulo Gonet, pediu ao STF a suspensão da decisão do ministro André Mendonça que afastou preventivamente os dois dirigentes da Polícia Federal.
Contexto
O afastamento, determinado em setembro a pedido do Partido Novo, ocorreu em meio ao conflito entre Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes sobre relatórios de inteligência da PF ligados ao caso Banco Master. Segundo a ConJur, Mendonça entendeu que os relatórios indicariam monitoramento indevido de sua atuação.
Argumentos
- Para a PGR, não há demonstração de atos atribuíveis aos dirigentes afastados.
- Para a PGR, o Partido Novo não teria legitimidade para requerer a medida.
Fundamento
No parecer, a PGR afirma que não há prova de vigilância ou acesso clandestino a dados do ministro, que não foram individualizadas ordens ou participação de Andrei Rodrigues e Leandro Almada na produção dos relatórios e que o partido não integra a investigação, de modo que não poderia pedir cautelar pessoal. Acrescenta que a escolha do diretor-geral da PF é competência privativa do presidente da República.
Consequência prática
O parecer não vincula o STF. A discussão tende a ser decidida pelo colegiado, e o resultado define quem pode provocar medidas cautelares pessoais em investigações no Supremo.
Por que importa
O caso trata de quem tem legitimidade para pedir cautelares pessoais, da necessidade de ouvir o Ministério Público antes delas e dos limites da intervenção judicial na chefia da Polícia Federal.
Próximos passos
- Decisão do Plenário do STF sobre a manutenção ou a anulação do afastamento, sem data informada.