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Crimes econômicos ★★★★★

PF cumpre 16 mandados contra ex-governador Cláudio Castro na 2ª fase da Operação Sem Refino

Buscas, autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, apuram fraude em licenciamento ambiental da refinaria Refit; defesa nega ter sido notificada de busca em endereço do ex-governador

Agência Brasil / CNN Brasil / Metrópoles · publicado em 14/08/2026 ·edição de 14/08
PF cumpre 16 mandados contra ex-governador Cláudio Castro na 2ª fase da Operação Sem RefinoReprodução Agência Brasil

Resumo

A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Sem Refino, cumprindo 16 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. A apuração investiga fraude na concessão de licenças ambientais pela Secretaria de Ambiente e Sustentabilidade do Rio à refinaria Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, com indícios de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, evasão de divisas e manipulação de mercado ligados à comercialização de combustíveis. Entre os alvos estão o ex-governador Cláudio Castro, ex-secretários estaduais e empresários apontados como beneficiários do esquema.

Contexto

A primeira fase da operação, em maio de 2026, resultou no bloqueio judicial de R$ 52 bilhões em ativos e na prisão decretada do empresário Ricardo Magro, controlador da Refit, atualmente foragido. Castro deixou o governo do Rio em março de 2026.

Fundamento

A investigação aponta suspeita de gestão fraudulenta e temerária, lavagem de capitais, sonegação fiscal, evasão de divisas e crimes contra a ordem econômica. Até o momento, os mandados cumpridos são de busca e apreensão, sem determinação de prisão.

Consequência prática

O material apreendido nas buscas será analisado pela Polícia Federal para subsidiar eventual indiciamento e, adiante, o oferecimento de denúncia pelo Ministério Público. A defesa de Castro nega irregularidade e afirma que os atos do ex-governador seguiram critérios técnicos e legais.

Por que importa

O caso ilustra o uso da fiscalização de licenciamento ambiental como via de apuração de esquemas de lavagem de dinheiro e crimes contra a ordem econômica, e mantém sob supervisão do STF uma investigação que atinge diretamente um ex-chefe de Executivo estadual.

Próximos passos

  • Continuidade das investigações pela Polícia Federal sob supervisão do STF
  • Análise do material apreendido e possível oitiva dos investigados
  • Definição sobre eventual oferecimento de denúncia