Pular para o conteúdo
Execução penal

Paraíba apresenta ao Conselho Penitenciário o avanço do Pena Justa, com central de vagas e alternativas penais

A coordenadora do grupo de monitoramento, juíza Aparecida Gadelha, afirmou que o estado cumpre as metas do primeiro ano do plano nascido da ADPF 347, acompanhadas por plataforma digital

CNJ · TJPB · publicado em 01/10 · reunião em 30/09/2026 ·edição de 02/10
Paraíba apresenta ao Conselho Penitenciário o avanço do Pena Justa, com central de vagas e alternativas penaisFoto: Ednaldo Araújo/TJPB

Resumo

Em reunião realizada em 30 de setembro na Presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba, em João Pessoa, o Conselho Penitenciário do estado apresentou os avanços na execução do plano Pena Justa. O encontro reuniu também integrantes do Comitê de Políticas Penais da Paraíba para discutir resultados, ações desenvolvidas e próximos passos, conforme as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça.

Contexto

O Pena Justa é o plano nacional que responde à decisão do STF na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 347, que declarou o estado de coisas inconstitucional no sistema carcerário brasileiro. Coordenado pelo CNJ e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, enfrenta superlotação, ambiência, violação de direitos, qualidade dos serviços nas unidades e condições de trabalho. A juíza auxiliar da Presidência e coordenadora do grupo de monitoramento e fiscalização dos sistemas carcerário e socioeducativo, Aparecida Gadelha, afirmou que o plano estadual foi homologado no ano passado, está na primeira fase de execução, já passou por dois ciclos de monitoramento e cumpre as metas do primeiro ano do plano nacional.

Argumentos

  • Coordenadora do grupo de monitoramento: a Paraíba teve avanços significativos e cumpre as metas do primeiro ano do plano nacional.
  • Comitê de Políticas Penais: a efetivação da central de alternativas penais e o funcionamento da central de regulação de vagas são os avanços mais relevantes.
  • Programa Fazendo Justiça: o acompanhamento conjunto permite avaliar andamento, identificar desafios e construir estratégias.

Fundamento

O secretário executivo do Comitê de Políticas Penais da Paraíba, Roberto Dimas, apontou como avanços mais relevantes a efetivação da Central Integrada de Alternativas Penais e o funcionamento da Central de Regulação de Vagas, e citou as políticas de reinserção por educação e trabalho prisional. A magistrada resumiu a diretriz do plano numa frase: soltar pessoas privadas de liberdade sem ressocializar nunca foi a proposta do Pena Justa. A assistente técnica do programa Fazendo Justiça, Thabada Almeida, atribuiu ao Comitê o papel de acompanhar e monitorar a atuação conjunta.

Consequência prática

O cumprimento das metas é acompanhado por plataforma digital, com ciclos de monitoramento periódicos. A Central de Regulação de Vagas é o instrumento que, em funcionamento, interfere diretamente na distribuição de presos pelas unidades do estado.

Por que importa

As duas centrais citadas produzem efeito direto na execução penal cotidiana. A Central Integrada de Alternativas Penais é o aparato que viabiliza penas e medidas diversas da prisão, e sua existência efetiva é argumento concreto quando se pleiteia substituição ou cautelar alternativa: sem estrutura, o juízo costuma negar por inviabilidade de fiscalização. A Central de Regulação de Vagas interessa a quem sustenta excesso de lotação em unidade determinada, porque transforma a alegação genérica de superlotação em dado verificável. Para a defesa na execução penal da Paraíba, saber que os dois instrumentos estão em operação muda o que é possível pedir e com que apoio documental.

Próximos passos

  • Novos ciclos de monitoramento das metas pela plataforma digital do CNJ.
  • Continuidade das ações de reinserção por educação e trabalho prisional.

A resenha criminal das 7h, no seu e-mail

A edição do dia, com análise e consequência prática, antes da sua primeira audiência. De graça, sem spam, sai quando você quiser.

Quais temas você acompanha? (opcional)

Ao enviar, você pede a newsletter diária. Os consentimentos são separados, o descadastro é um clique em qualquer e-mail, e a política de privacidade explica o resto.