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Eleitoral

MP Eleitoral pede inquérito sobre influenciador que ameaçou demitir funcionária por voto

Procuradoria em Alagoas viu indício de coação eleitoral em vídeo no qual criador de conteúdo condicionou emprego de trabalhadora à preferência partidária dela.

Ministério Público Federal (PRE-AL) · publicado em 14/09/2026 · vídeo de 12/09/2026 ·edição de 14/09
MP Eleitoral pede inquérito sobre influenciador que ameaçou demitir funcionária por votoReprodução/MPF

Resumo

A Procuradoria Regional Eleitoral em Alagoas requisitou à Polícia Federal a instauração de inquérito para apurar a conduta de um influenciador digital que, em vídeo publicado no sábado (12/9), questionou trabalhadoras sobre suas preferências político-partidárias e ameaçou demitir uma delas por associá-la a determinado partido.

Contexto

Segundo o MPF, durante a gravação o influenciador reiterou ser o pagador do salário da funcionária e ordenou que ela recolhesse seus pertences, após ela mencionar sua preferência partidária. O vídeo circulou para um público de mais de 12 milhões de seguidores.

Argumentos

  • O Código Eleitoral tipifica como crime a coação exercida por grave ameaça para forçar ou impedir o exercício do voto.
  • A relação de subordinação empregatícia agrava o potencial intimidatório da conduta relatada.

Fundamento

O procurador regional eleitoral Marcial Duarte Coêlho enquadrou a conduta no artigo 301 do Código Eleitoral, que tipifica a coação eleitoral mediante violência ou grave ameaça, afirmando que "emprego e salário não podem ser usados como instrumentos para impor escolha política".

Consequência prática

Com a instauração do inquérito, a Polícia Federal passa a apurar a autoria e a materialidade da conduta. Não há, até o momento, identificação formal do investigado nem qualquer medida cautelar ou denúncia.

Por que importa

O caso ilustra a aplicação da legislação eleitoral às relações de trabalho e ao ambiente digital: a associação entre manutenção de emprego e posicionamento político-partidário é uma das hipóteses clássicas de coação eleitoral, agora testada em um vídeo de alcance massivo nas redes sociais.

Próximos passos

  • Instauração formal do inquérito pela Polícia Federal.
  • Identificação e oitiva do investigado e das trabalhadoras mencionadas no vídeo.

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