Flávio Bolsonaro e Lula disputarão o segundo turno da eleição presidencial em 25 de outubro
Com a apuração praticamente encerrada, o senador somava 47,13% dos votos válidos e o presidente da República, 45,05%. Nenhum outro candidato alcançou 3%. A abstenção de 21,08% foi a maior desde 1998, e o TSE anunciou que vai intensificar os mecanismos disponíveis para reduzi-la no segundo turno.
Joédson Alves/Agência Brasil, via ConJurResumo
A disputa presidencial de 2026 será decidida em segundo turno, marcado para 25 de outubro. Com 99,53% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro tinha 47,13% dos votos válidos, 55.965.255 votos, e Luiz Inácio Lula da Silva, 45,05%, 53.518.918 votos. Nenhum dos demais candidatos chegou a 3%.
Contexto
O eleitorado apto era de 158,7 milhões de pessoas, e cerca de 125 milhões de votos válidos foram computados. Houve 2,2 milhões de votos em branco e 3,6 milhões de votos nulos, que não entram no cálculo dos válidos.
Fundamento
A Constituição exige maioria absoluta dos votos válidos para eleição em primeiro turno. Como nenhum candidato superou esse patamar, aplica-se a segunda votação entre os dois mais votados.
Consequência prática
Abre-se novo período de campanha, com as mesmas regras de propaganda, fiscalização e repressão a ilícitos eleitorais que valeram no primeiro turno. A abstenção de 21,08%, equivalente a 33,4 milhões de eleitores, foi a maior desde 1998, quando chegou a 21,5%, e superou os 20,95% do primeiro turno de 2022.
Por que importa
Para a prática eleitoral e criminal eleitoral, o segundo turno reinicia prazos e reabre o ciclo de representações, pedidos de direito de resposta e notícias de crime. O presidente do TSE afirmou que uma abstenção de 20% não é o ideal e que o tribunal vai intensificar e aperfeiçoar os mecanismos disponíveis para reduzi-la.
Próximos passos
- Segunda votação em 25 de outubro de 2026, entre os dois candidatos mais votados.
- Conclusão da totalização e julgamento, pelo TSE, dos registros que seguem sub judice.