Abstenção de 21,08% é a maior desde 1998, e o TSE diz que vai intensificar mecanismos para reduzi-la
Foram 33,4 milhões de eleitores que não compareceram, num eleitorado apto de 158,7 milhões. O índice supera os 20,95% do primeiro turno de 2022 e fica próximo dos 21,5% de 1998. O presidente do tribunal afirmou que uma abstenção de 20% não é o ideal.
Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência BrasilResumo
A abstenção no primeiro turno das eleições de 2026 ficou em 21,08%, o equivalente a 33,4 milhões de eleitores que não compareceram, num eleitorado apto de 158,7 milhões de pessoas. Foram computados cerca de 125 milhões de votos válidos, além de 2,2 milhões de votos em branco e 3,6 milhões de votos nulos.
Contexto
O índice é o maior desde 1998, quando a abstenção chegou a 21,5%, e supera os 20,95% registrados no primeiro turno presidencial de 2022.
Fundamento
O voto é obrigatório para a maior parte do eleitorado, e a ausência sem justificativa gera consequências administrativas. O presidente do TSE afirmou que uma abstenção de 20% não é o ideal e que a ideia é intensificar e aperfeiçoar todos os mecanismos disponíveis para reduzir o índice na segunda votação.
Consequência prática
A abstenção não altera o cálculo dos votos válidos, que exclui apenas brancos e nulos, mas reduz a base de participação sobre a qual o resultado se forma, e volta ao centro da agenda institucional antes de 25 de outubro.
Por que importa
Para a prática eleitoral, abstenção elevada aumenta o volume de pedidos de justificativa e de regularização de situação eleitoral, e pesa nas estratégias de campanha do segundo turno.
Próximos passos
- Divulgação, pelo TSE, das medidas para ampliar o comparecimento no segundo turno.
- Segunda votação em 25 de outubro de 2026.