Pular para o conteúdo
Segurança pública

Deputada federal eleita mais jovem do país entra em programa de proteção após ameaças de morte e de estupro nas redes

O Ministério dos Direitos Humanos pediu análise de risco e articulação com órgãos de inteligência policial para o caso de Ana Elisa Santos Silva, que relatou intensificação das ameaças depois do primeiro turno.

Agência Brasil · Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania · publicado em 10/10/2026 ·edição de 12/10
Deputada federal eleita mais jovem do país entra em programa de proteção após ameaças de morte e de estupro nas redesFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil (campanha de enfrentamento à violência contra a mulher, imagem de arquivo)

Resumo

Ana Elisa Santos Silva, de 21 anos, do PT de Minas Gerais, estudante de direito e ex-estagiária do TRT-MG, foi eleita com mais de 524 mil votos, a segunda deputada federal mais votada do estado e a mais jovem já eleita no Brasil. Em 4 de outubro, logo após o primeiro turno, relatou ameaças de morte e de estupro nas redes sociais, que segundo ela já existiam e se intensificaram com a disseminação de notícias falsas. A equipe dela chegou a desativar o perfil no X.

Contexto

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania pediu providências para que a proteção seja prestada pelo Programa Estadual de Proteção de Minas Gerais, em atuação conjunta com o Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas. A pasta não detalhou as medidas, por razões de segurança.

Argumentos

  • Vítima: as ameaças se intensificaram com a disseminação de notícias falsas, sem estrutura de segurança disponível.
  • Ministério dos Direitos Humanos: cabe análise de risco e articulação com inteligência policial, além de providências investigativas.
  • Pendência: nenhuma autoridade confirmou à reportagem a existência de inquérito.

Fundamento

O ministério solicitou à Secretaria de Desenvolvimento Social de Minas Gerais análise de risco, articulação com órgãos de inteligência policial e providências para investigar as ameaças e identificar os responsáveis. A reportagem não cita lei específica como fundamento, e registra que não obteve informações com a secretaria nem com o Ministério Público estadual.

Consequência prática

A inclusão em programa de proteção organiza a resposta institucional, mas a responsabilização depende de apuração criminal que a reportagem não confirma estar em curso. Ameaça e incitação praticadas em rede exigem preservação de registros, o que torna o tempo entre a denúncia e a requisição aos provedores decisivo.

Por que importa

O caso ilustra a distância entre proteção e persecução: a vítima pode ser amparada por programa estadual enquanto a autoria permanece sem identificação. Para a advocacia que atua na assistência a vítimas, o ponto prático é a cadeia de custódia da prova digital, que começa na preservação do conteúdo e dos metadados antes da remoção ou do encerramento dos perfis.

Próximos passos

  • Conclusão da análise de risco pela Secretaria de Desenvolvimento Social de Minas Gerais.
  • Confirmar a abertura de inquérito e o órgão policial responsável.
  • Preservação dos registros das ameaças para instrução futura.

A resenha criminal das 7h, no seu e-mail

A edição do dia, com análise e consequência prática, antes da sua primeira audiência. De graça, sem spam, sai quando você quiser.

Quais temas você acompanha? (opcional)

Ao enviar, você pede a newsletter diária. Os consentimentos são separados, o descadastro é um clique em qualquer e-mail, e a política de privacidade explica o resto.