CNJ visita o TJ-RJ para mapear grupos reflexivos de homens autores de violência doméstica
A agenda integra estratégia do grupo de trabalho instituído pela Portaria CNJ 465/2025 e conheceu os projetos Dandara e Rio Lilás e o Observatório Judicial de Violência contra a Mulher
Reprodução CNJResumo
Uma comitiva do CNJ iniciou em 3 de agosto visita técnica ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para conhecer projetos de prevenção à violência contra as mulheres, com participação no segundo ato da campanha do Fórum Nacional de Juízas e Juízes de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
Contexto
A comitiva reuniu-se com a Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do TJ-RJ e com a rede de enfrentamento, que inclui Ministério Público, Defensoria e polícias Civil e Militar. Foram apresentados os projetos Dandara, voltado a mulheres quilombolas, e Rio Lilás, de conscientização nas escolas, além do Observatório Judicial de Violência contra a Mulher.
Argumentos
- Metodologia comum permite comparar resultados entre tribunais e evitar programas apenas formais.
- A oferta desigual entre comarcas cria desigualdade no cumprimento de determinações idênticas.
Fundamento
A visita integra a estratégia nacional do grupo de trabalho instituído pela Portaria CNJ 465/2025, que trata da gestão dos grupos reflexivos e responsabilizantes para homens autores de violência doméstica, com o objetivo de construir referenciais metodológicos e organizacionais comuns.
Consequência prática
A padronização importa porque o STJ já firmou que a imposição do grupo reflexivo é poder-dever do juiz, e o cumprimento dessa determinação depende de programa existente e estruturado em cada comarca.
Por que importa
Determinação judicial sem serviço disponível vira letra morta, e o descumprimento acaba imputado ao réu. Saber onde o grupo existe e como funciona é informação operacional para a defesa.
Próximos passos
- Continuidade das visitas técnicas e criação, no Rio, de grupo de trabalho interinstitucional sobre masculinidades.
Fontes
- Principal CNJ, Agência de Notícias