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Execução penal

CNJ lança ações para reduzir superlotação e ampliar trabalho no sistema prisional do Acre

O conjunto de medidas combina revisão de processos de execução e ampliação de vagas de trabalho para pessoas privadas de liberdade.

CNJ · publicado em 14/10/2026 ·edição de 15/10
CNJ lança ações para reduzir superlotação e ampliar trabalho no sistema prisional do AcreDivulgação TJAC, via CNJ

Resumo

O CNJ lançou um conjunto de ações no Acre voltadas à redução da superlotação carcerária e à ampliação das oportunidades de trabalho para pessoas privadas de liberdade, em articulação com o Tribunal de Justiça do estado.

Contexto

A atuação do CNJ no sistema prisional decorre da política fixada após a ADPF 347, na qual o STF reconheceu o estado de coisas inconstitucional do sistema carcerário brasileiro, e se apoia em instrumentos como os mutirões processuais penais e o Sistema Eletrônico de Execução Unificado.

Argumentos

  • A ampliação do trabalho prisional depende de convênios com empregadores e de estrutura nas unidades, não apenas de decisão judicial.
  • Mutirões revelam represamento de benefícios já adquiridos, o que indica falha estrutural na execução e não apenas excesso de presos.
  • Release institucional não substitui decisão judicial: cada benefício continua a depender de requerimento e de decisão no processo de execução.

Fundamento

O trabalho da pessoa presa tem base nos artigos 28 a 37 da Lei de Execução Penal, a Lei 7.210/1984, e gera remição à razão de um dia de pena a cada três dias trabalhados, na forma do artigo 126 da mesma lei. A revisão de processos de execução costuma revelar benefícios vencidos e não apreciados.

Consequência prática

Mutirões de execução penal produzem efeito direto e imediato: progressões de regime, livramentos condicionais e remições que estavam represados.

Por que importa

Para a advocacia de execução penal é oportunidade concreta de trabalho. Quando o CNJ entra em um estado, pedidos de progressão, livramento e remição parados ganham tramitação. Vale conferir, nas execuções do Acre, se há atestado de pena desatualizado ou dias de trabalho sem remição lançada.

Próximos passos

  • Verificar o calendário dos mutirões e das revisões processuais no estado.
  • Requerer a atualização dos atestados de pena nas execuções em curso.
  • Acompanhar os dados de população carcerária divulgados pelo CNJ.

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