CCJ do Senado conclui a votação da PEC da Segurança Pública, que segue para o Plenário
O texto da PEC 18/2025 leva o Susp para a Constituição e endurece o cumprimento de pena por integrantes de facções criminosas
Reprodução Agência SenadoResumo
A CCJ do Senado concluiu a votação da PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025), que agora segue para o Plenário.
Contexto
A proposta amplia a integração entre União, estados e municípios na área da segurança e leva para a Constituição o Sistema Único de Segurança Pública (Susp). Segundo a Agência Senado, também endurece as penas de integrantes de facções criminosas, que deveriam cumprir pena em presídio de segurança máxima e sem progressão de regime.
Argumentos
- A proposta busca integrar as forças de segurança dos três entes federativos.
- O endurecimento para facções é a parte que mais deve provocar discussão jurídica.
Fundamento
Trata-se de etapa legislativa, não de decisão judicial. O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), afirmou que a expectativa é votar a PEC no Plenário antes do segundo turno das eleições.
Consequência prática
Se aprovada no Plenário nos dois turnos, a vedação de progressão de regime para membros de facções passaria a ter status constitucional, o que tende a gerar debate sobre individualização da pena e execução penal.
Por que importa
Mudanças constitucionais sobre regime de cumprimento de pena afetam a rotina da defesa na execução penal e podem provocar controle de constitucionalidade sobre cláusulas pétreas e a individualização da pena.
Próximos passos
- Votação em dois turnos no Plenário do Senado.
- Se aprovada, tramitação na Câmara dos Deputados, conforme o rito de emendas constitucionais.