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Violência doméstica ★★★★★

Aos 20 anos da Lei Maria da Penha, coluna pergunta o que a norma alcança quando o problema é cultural

O texto propõe um exercício de autoanálise masculina sobre as assimetrias de gênero que sustentam a violência que a lei tenta conter

ConJur, coluna de opinião · publicado em 04/08/2026 ·edição de 04/08
Aos 20 anos da Lei Maria da Penha, coluna pergunta o que a norma alcança quando o problema é culturalReprodução ConJur

Resumo

O texto abre reconhecendo a dificuldade de um homem escrever sobre misoginia e propõe uma autoanálise: como seria a vida se o receio de importunação sexual, o medo de andar na rua ou a leitura sobre uma mulher jantando sozinha não existissem.

Contexto

A provocação chega no marco dos 20 anos da Lei Maria da Penha, tema que ocupa a agenda do Judiciário nesta semana, com seminário de pesquisa no CNJ, campanha nacional sobre feminicídio e visitas técnicas a tribunais.

Argumentos

  • A resposta penal atua sobre a conduta, não sobre a estrutura que a produz.
  • Prevenção e responsabilização não carcerária são parte do desenho da própria Lei Maria da Penha.

Fundamento

O argumento é que a assimetria sociocultural precede a conduta criminalizada, e que a norma penal opera sobre o resultado de um arranjo que ela sozinha não desfaz.

Consequência prática

A consequência prática é de política pública: prevenção, educação e grupos reflexivos dividem espaço com a resposta punitiva, e o desempenho de um afeta o do outro.

Por que importa

Para quem atua na área, a leitura importa porque explica por que medidas puramente repressivas mostram teto de eficácia e por que a lei foi ganhando, ao longo de vinte anos, dispositivos de prevenção e de responsabilização não carcerária.

Próximos passos

  • Balanço dos 20 anos da lei, com o lançamento de obra coletiva e o seminário de pesquisa do CNJ em agosto.

Fontes