Sistema Restaura, desenvolvido pelo TJ de Mato Grosso, é disponibilizado a todos os tribunais do país
A nacionalização da ferramenta de gestão das práticas restaurativas foi anunciada pelo CNJ em 24 de setembro.
Reprodução Agência CNJResumo
O Conselho Nacional de Justiça anunciou que o sistema Restaura, desenvolvido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, está disponível para tribunais de todo o país. A ferramenta organiza a gestão das práticas de justiça restaurativa.
Contexto
A justiça restaurativa trabalha a escuta dos envolvidos no conflito, a compreensão dos danos causados e a construção de caminhos de reparação. No Judiciário brasileiro, ela é disciplinada por resolução do CNJ e aplicada de forma desigual entre os tribunais, com registro disperso em controles locais.
Argumentos
- A padronização do registro facilita a comparação entre tribunais e a fiscalização da política pública.
- A adesão continua sendo decisão de cada tribunal.
Fundamento
A nacionalização do sistema não cria obrigação nova nem altera a disciplina normativa da matéria: padroniza o registro e o acompanhamento dos procedimentos, o que permite medir o que hoje é invisível.
Consequência prática
Com dado padronizado, torna-se possível saber quantos procedimentos restaurativos existem, em que fase processual são propostos e com que resultado. É condição para qualquer avaliação séria da política.
Por que importa
Para a defesa, a justiça restaurativa é alternativa concreta em delitos de menor potencial ofensivo, em infrações cometidas por adolescentes e em conflitos de vizinhança e familiares. Saber se o tribunal em que se atua aderiu ao sistema ajuda a medir a viabilidade prática do encaminhamento.
Próximos passos
- Verificar a adesão do tribunal de atuação ao sistema Restaura.