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Segurança pública

Rio apreende 4.308 armas em oito meses, e as mortes por intervenção de agente do Estado sobem 50% em agosto

Os dados do Instituto de Segurança Pública mostram alta de 10,3% nas apreensões de armas e de 15,3% nas de fuzis no acumulado do ano, com queda de 4,4% na letalidade violenta.

Agência Brasil · Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro · divulgado em 16/09 · publicado em 16/09/2026 ·edição de 18/09
Rio apreende 4.308 armas em oito meses, e as mortes por intervenção de agente do Estado sobem 50% em agostoReprodução Agência Brasil

Resumo

O Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro divulgou os indicadores criminais dos oito primeiros meses de 2026. As apreensões de armas somaram 4.308, alta de 10,3% na comparação com 2025, e as de fuzis chegaram a 595, alta de 15,3%.

Contexto

Em agosto isoladamente foram 537 apreensões de armas, alta de 19,1%, e 93 de fuzis, alta de 55% sobre agosto de 2025. Os roubos de celular, em coletivo e a transeunte somaram 32.260 no acumulado, queda de 19,8%. Os roubos de veículos chegaram a 16.310, alta de 6,3%.

Argumentos

  • Apreensão de armas e de fuzis cresce no acumulado do ano e em agosto.
  • Letalidade violenta cai 4,4% no acumulado, mas sobe 3% em agosto.
  • Mortes por intervenção de agente do Estado sobem 50% em agosto na comparação anual.

Fundamento

A letalidade violenta, que reúne homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte, feminicídio, morte por intervenção de agente do Estado e roubo seguido de morte, fez 2.398 vítimas no acumulado, queda de 4,4%, e 305 em agosto, alta de 3%. As mortes por intervenção de agente do Estado foram 461 no período e 66 em agosto, alta de 50% sobre o mesmo mês de 2025.

Consequência prática

Os números alimentam o monitoramento das operações policiais no estado e servem de base para o debate sobre o cumprimento das medidas fixadas pelo Supremo na ADPF 635.

Por que importa

Dado oficial de letalidade policial é insumo direto de peça em casos de morte decorrente de intervenção estatal e de pedido de instauração ou de acompanhamento de investigação. A alta de 50% em agosto convive com queda no acumulado, e essa distinção precisa ser feita com cuidado em qualquer alegação.

Próximos passos

  • Acompanhar a divulgação mensal do Instituto de Segurança Pública e o monitoramento da ADPF 635 no Supremo.

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