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Crime organizado

Réu apontado como chefe da Operação Dakovo é extraditado da Argentina e volta a responder por tráfico internacional de armas

MPF imputa organização criminosa, 25 episódios de tráfico de armas e 28 de lavagem de dinheiro em ação penal que tramita na Justiça Federal da Bahia

MPF · Procuradoria da República na Bahia (Gaeco) · publicado em 10/09/2026 · extraditado em 09/09/2026 ·edição de 10/09
Réu apontado como chefe da Operação Dakovo é extraditado da Argentina e volta a responder por tráfico internacional de armasFoto: Polícia Federal

Resumo

Um dos réus apontados pelo MPF como líder da organização por trás da Operação Dakovo, que investiga tráfico internacional de armas entre Europa, Paraguai e Brasil desde 2020, foi extraditado da Argentina para o Brasil em 9 de setembro.

Contexto

A operação começou após a apreensão de fuzis de origem croata em Vitória da Conquista (BA), em 2020. Em dezembro de 2023, o MPF denunciou 28 pessoas, e a ação penal principal foi desmembrada em núcleos de atuação, dando origem a outras 11 ações penais.

Argumentos

  • O MPF atribui ao réu posição de comando sobre outros integrantes e diz que ele era um dos principais beneficiários dos recursos financeiros das operações.
  • A denúncia aponta o uso de empresas de fachada e simulações de vendas para introduzir as armas no Brasil.

Fundamento

Segundo a denúncia do Gaeco/MPF, o réu era sócio-gerente de uma empresa paraguaia usada para importar armas da Europa e da Turquia via Paraguai e introduzi-las ilegalmente no Brasil, com participação de militares paraguaios da Dimabel. Ele ficou foragido após a deflagração da operação, foi localizado pela Interpol em fevereiro de 2024 e preso em Córdoba, na Argentina, até a extradição.

Consequência prática

O réu ficará custodiado provisoriamente em unidade prisional federal no Mato Grosso do Sul até ser transferido ao Sistema Penitenciário Federal, e passa a responder, no Brasil, à ação penal que tramita na Justiça Federal da Bahia.

Por que importa

O caso combina cooperação internacional (Interpol, extradição) com o desmembramento de ações penais por núcleo em esquemas transnacionais: sete sentenças condenatórias de primeira instância já alcançaram 20 réus da operação, e uma das ações, a do núcleo de vendedores, já transitou em julgado.

Próximos passos

  • A ação penal segue em tramitação na Justiça Federal da Bahia.
  • O MPF acompanha 19 pedidos de cooperação jurídica internacional em curso no âmbito da operação, 11 ao Paraguai e 8 à Argentina.

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