PF deflagra operação contra esquema de descaminho de eletrônicos e associação criminosa no Rio
Operação Conexão Paralela mira grupo suspeito de movimentar R$ 60 milhões em contrabando de celulares; PF aponta policial militar à frente do esquema
Reprodução Agência BrasilResumo
A Polícia Federal deflagrou a Operação Conexão Paralela contra um grupo suspeito de promover a entrada clandestina de produtos eletrônicos, principalmente smartphones, no país, com seis mandados de busca e apreensão cumpridos no Rio de Janeiro e em Maricá.
Contexto
Segundo a PF, o esquema é comandado por um policial militar e já teria movimentado cerca de R$ 60 milhões com a importação irregular e a revenda dos produtos no mercado interno.
Argumentos
- PF estima em cerca de R$ 60 milhões a movimentação do esquema nos últimos anos.
- Investigação aponta um policial militar como responsável pela coordenação do grupo.
Fundamento
Os investigados podem responder por descaminho (art. 334 do Código Penal) e associação criminosa (art. 288 do Código Penal), crimes de competência da Justiça Federal por envolverem tributos federais.
Consequência prática
O material apreendido será periciado para dimensionar o volume e a origem dos produtos, o que deve subsidiar o indiciamento formal dos envolvidos.
Por que importa
O envolvimento de um policial militar como suposto líder do esquema deve atrair, além da resposta penal, apuração disciplinar e discussão sobre competência e conexão processual entre a Justiça Federal e eventual processo administrativo.
Próximos passos
- Perícia sobre o material apreendido nas buscas
- Conclusão do inquérito e remessa ao Ministério Público Federal
- Possível oferecimento de denúncia por descaminho e associação criminosa