Judiciário concentra esforços na 33ª Semana Justiça pela Paz em Casa, no mês dos 20 anos da Lei Maria da Penha
Fachin cita mais de 670 mil decisões sobre medidas protetivas no último ano e 1.571 feminicídios registrados em 2025
Foto: sarah.barrosResumo
A 33ª Semana Justiça pela Paz em Casa reúne os tribunais em esforço concentrado de 17 a 21 de agosto, para dar efetividade às medidas de enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher. Na mensagem de abertura, o presidente do Conselho Nacional de Justiça, ministro Edson Fachin, afirmou que a violência contra a mulher não é assunto privado.
Contexto
O programa foi criado pelo CNJ em 2015 e se divide em três semanas por ano, em março, em agosto, no aniversário da Lei Maria da Penha, e em novembro. Na edição de março deste ano foram proferidas mais de 16 mil sentenças, realizadas mais de 10 mil audiências e concedidas 11.648 medidas protetivas de urgência.
Argumentos
- O esforço concentrado ocorre três vezes ao ano e tem calendário definido pelo CNJ.
- Os dados de medidas protetivas mostram volume diário superior a 1.800 decisões.
- A concentração de pautas encurta prazos práticos para a defesa.
Fundamento
Os números citados por Fachin desenham a escala do problema: mais de 670 mil decisões relacionadas a medidas protetivas de urgência no último ano, cerca de 1.800 por dia, e 1.571 feminicídios registrados em 2025, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Consequência prática
Durante a semana, varas e juizados de violência doméstica pautam audiências e julgamentos represados, o que altera a agenda da advocacia criminal e da defesa em processos dessa competência.
Por que importa
Mutirão concentra prazos e audiências em cinco dias. Para quem atua na defesa e na assistência à acusação, a semana exige atenção redobrada a intimações e à possibilidade de designação de audiência em curto intervalo.
Próximos passos
- Acompanhar a divulgação dos números desta edição no Painel Paz em Casa, do Datajud.