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Advocacia e prerrogativas

Advogado é morto a tiros em Campinas depois de ser retirado à força de uma imobiliária

Rafael Henrique Silva de Mello, de 45 anos, foi atraído a uma reunião com supostos clientes na noite de 27 de agosto. A OAB de Campinas classificou o ataque como afronta ao exercício da advocacia, e não há suspeitos identificados.

Migalhas · fato em 27/08 · publicado em 29/08/2026 ·edição de 31/08
Advogado é morto a tiros em Campinas depois de ser retirado à força de uma imobiliáriaFoto: Antonio Augusto/SCO/STF

Resumo

Rafael Henrique Silva de Mello, advogado de 45 anos, foi morto a tiros em Campinas na noite de 27 de agosto. Segundo o registro policial, ele foi atraído a uma imobiliária sob o pretexto de reunião com novos clientes, retirado à força do estabelecimento por dois homens em motocicleta e atingido por disparos após luta corporal na calçada. O celular da vítima foi levado.

Contexto

A perícia recolheu três projéteis deformados e uma cápsula de calibre .40. Câmeras de segurança registraram o episódio. O caso foi registrado como homicídio no 2º distrito policial e encaminhado ao Departamento Estadual de Investigações Criminais, cujo diretor determinou a instauração de inquérito.

Argumentos

  • A OAB trata o episódio como questão de prerrogativas, não apenas como crime comum.
  • A polícia sustenta que a motivação só pode ser afirmada ao fim do inquérito.

Fundamento

A apuração corre como homicídio. O elemento que a investigação precisa esclarecer é se houve emboscada preparada, o que qualificaria o crime pelo recurso que dificulta a defesa da vítima, e se a motivação tem relação com a atuação profissional.

Consequência prática

A OAB de Campinas classificou o ataque como afronta ao pleno exercício da advocacia e informou que acompanha a investigação junto à Polícia Civil, cobrando apuração célere. Até a publicação não havia suspeitos identificados ou presos.

Por que importa

Violência contra advogados em razão da atuação profissional é um problema estrutural para o exercício da defesa, sobretudo na área criminal. O acompanhamento institucional do inquérito pela seccional é o mecanismo que a advocacia tem para evitar que o caso se dilua.

Próximos passos

  • Inquérito em curso no Deinter-2, sem prazo divulgado.
  • Análise das imagens de segurança e do material balístico recolhido.

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