Pular para o conteúdo
STF

Fachin afirma que a Justiça não faltará à legalidade constitucional e fixa prazo para as manifestações no procedimento sobre a crise

Em evento do CNJ, o presidente do STF tratou da crise sem nomear os envolvidos e reafirmou o compromisso com os limites constitucionais.

Migalhas / CNJ · pronunciamento · publicado em 09/09 · pronunciamento de 08/09/2026 ·edição de 09/09
Fachin afirma que a Justiça não faltará à legalidade constitucional e fixa prazo para as manifestações no procedimento sobre a criseFoto: Rômulo Serpa/CNJ

Resumo

Em cerimônia do Conselho Nacional de Justiça realizada em 8 de setembro de 2026, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, afirmou que o Judiciário brasileiro está à altura dos desafios que enfrenta e que a Justiça não faltará à legalidade constitucional, sem nomear diretamente o conflito entre ministros da corte.

Contexto

Fachin abriu procedimento próprio para tratar do episódio e determinou manifestações do ministro Alexandre de Moraes, do ministro André Mendonça, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal. A sequência de fatos vem desde 3 de setembro, quando Moraes pediu a apuração da conduta de Mendonça por suposta improbidade administrativa e abuso de autoridade, e culminou na liminar de 8 de setembro que afastou o comando da Polícia Federal.

Argumentos

  • A escolha entre rito administrativo interno, atuação da corregedoria do CNJ e encaminhamento ao Senado depende da qualificação jurídica dos fatos.
  • A publicidade cobrada por ex-ministros e pela advocacia tende a limitar a hipótese de tramitação sigilosa.
  • A proximidade do calendário eleitoral pressiona por definição rápida, com risco de atropelo procedimental.

Fundamento

A colheita prévia de manifestações antes de decidir o rito é aplicação do contraditório e da ampla defesa a um procedimento administrativo de natureza interna corporis, e serve também para delimitar a competência antes de qualquer deliberação de mérito.

Consequência prática

Encerrado o prazo, a Presidência deverá definir o rito da apuração e o órgão competente, decisão que condiciona todos os incidentes já em curso, inclusive o pedido de suspensão apresentado pela AGU.

Por que importa

A definição do procedimento é o que separa apuração de exposição pública. Para a advocacia, o desenho do rito determina quem terá acesso aos autos, quem poderá se manifestar e em que momento, e por isso interessa mais do que o pronunciamento em si.

Próximos passos

  • Aguardar a juntada das manifestações determinadas.
  • Acompanhar a definição do rito e do órgão competente pela Presidência.
  • Verificar se haverá convocação de sessão pública, como pedem os ex-ministros.

A resenha criminal das 7h, no seu e-mail

A edição do dia, com análise e consequência prática, antes da sua primeira audiência. De graça, sem spam, sai quando você quiser.

Quais temas você acompanha? (opcional)

Ao enviar, você pede a newsletter diária. Os consentimentos são separados, o descadastro é um clique em qualquer e-mail, e a política de privacidade explica o resto.