CNJ abre ao público o monitoramento do cumprimento de suas normas pelos tribunais
Os painéis do sistema Integra passam a ser consultáveis no portal do conselho, e o primeiro recorte mostra 87,3% de cumprimento das diretrizes sobre acesso de indígenas à Justiça.
Reprodução Agência CNJ de NotíciasResumo
Os painéis estatísticos do Integra, serviço de monitoramento de atos do Conselho Nacional de Justiça, passam a ser públicos no portal do órgão. Com isso, qualquer cidadão pode consultar como os órgãos do Judiciário cumprem os requisitos das normas monitoradas pelo conselho.
Contexto
O primeiro recorte divulgado trata da Resolução CNJ 454/2022, que fixa diretrizes e procedimentos para efetivar o acesso de pessoas e povos indígenas ao Judiciário. Três orientações alcançaram média de 87,3% de cumprimento entre os 19 tribunais avaliados: garantia de intérprete para que indígenas compreendam os atos processuais, realização de perícias antropológicas sobre questões socioculturais e qualificação permanente de magistrados e servidores em áreas de maior população indígena.
Fundamento
Lançado em dezembro de 2024, o Integra organiza a coleta, a análise e a validação das evidências apresentadas pelos tribunais sobre o cumprimento de atos normativos.
Consequência prática
A publicidade dos painéis transforma o cumprimento de resolução em dado verificável, e não em declaração institucional.
Por que importa
Intérprete e perícia antropológica são condições de validade do ato processual em causas com réus indígenas. Saber qual tribunal cumpre a resolução e em que medida é insumo direto para arguição de nulidade.
Próximos passos
- O Integra segue em implantação gradual, com ampliação dos atos normativos monitorados.