Brasil, Chile e Colômbia assinam carta de intenções contra o crime organizado transnacional
Os Ministérios Públicos dos três países formalizaram compromissos de troca de dados e vão testar, em três meses, uma plataforma tecnológica conjunta para investigações.
Reprodução MPFResumo
Brasil, Chile e Colômbia assinaram carta de intenções para fortalecer a cooperação entre seus Ministérios Públicos no combate ao crime organizado transnacional.
Contexto
A assinatura, em Brasília, formalizou compromissos firmados um ano antes entre os três países e ocorre em meio à expansão de organizações criminosas com atuação regional em tráfico e lavagem de dinheiro.
Argumentos
- Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, há "disposição sempre crescente" para cooperar "de modo respeitoso dos direitos fundamentais".
Fundamento
O documento tem como base a Convenção de Palermo (Convenção da ONU contra o Crime Organizado Transnacional) e prevê três linhas de ação: análise criminal e tecnologia investigativa, banco de dados compartilhado sobre grupos criminosos e uma interface tecnológica de integração regional, com projeto-piloto de três meses e a criação de um órgão misto de investigação.
Consequência prática
Maior integração de dados entre Ministérios Públicos estrangeiros pode acelerar a obtenção de provas por cooperação jurídica internacional em casos de organizações criminosas e lavagem com ramificação em mais de um país.
Por que importa
Para a advocacia criminal, entender os novos canais de cooperação e o futuro órgão misto de investigação é relevante para antecipar como provas produzidas no exterior poderão chegar a processos no Brasil, e quais garantias de defesa se aplicam a esse compartilhamento.
Próximos passos
- Execução do projeto-piloto da plataforma tecnológica pelos três países, com prazo de três meses.
- Estruturação do órgão misto de investigação com base na Convenção de Palermo.
Fontes
- Principal MPF